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AMAR A PESSOA ERRADA…
Lêda Mello
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Escuto com relativa freqüencia a frase – “Amei a pessoa errada”. Tenho refletido sobre o assunto.
Amar a pessoa errada…
Todos nós temos, pelo menos, uma história de amor “que não deu certo” e, então, dizemos haver amado a pessoa errada. Este pensamento acaba fustigando o amor com sentimentos negativos e sofremos. Sofremos com o amargor da rejeição, com a tristeza pela ausência, com o que consideramos ser uma insensibilidade para com nossos sentimentos e, sobretudo sofremos a dor da “perda”, esquecendo todas as coisas boas que essa história de amor nos proporcionou.
Claro que o fim de uma relação sempre é uma situação dolorosa para ambas ou para uma das partes! Não gostamos de “perder” nem mesmo um simples objeto, quanto mais a pessoa que amamos! Quando um “amor não dá certo”, tendemos a nos fixar nos aspectos negativos da “perda” e, quanto mais alimentamos a “dor”, mais o sofrimento se aprofunda.
Nós só perdemos o que possuimos. Possuimos uma jóia, uma casa, uma roupa mas jamais possuiremos uma pessoa. O sentimento de posse acaba por gerar expectativas a respeito do outro, o que é muito difícil de ser correspondido. Ninguém veio aqui para satisfazer a vontade do outro, para se moldar dentro do desejo do outro. Cada um de nós é um ser único e, desta forma, cada um de nós possui o seu próprio universo. Quando esperamos que as nossas realizações se façam através do outro, fatalmente somos malsucedidos. No amor funciona do mesmo jeito!
Se, ao invés de nos voltarmos para os aspectos negativos, abrirmos nosso espírito para o lado positivo da situação, tudo toma uma nova dimensão. Nenhum encontro é sem sentido. Cada encontro é uma nova oportunidade de crescimento. Se deixarmos de lado as lamentações e começarmos a buscar o que o outro nos proporcionou, certamente concluiremos que houve mais ganhos do que perdas. Às vezes, aprendemos uma lição de paciência, outras vezes, de coragem, humildade, desprendimento, generosidade, perdão, serenidade, equilíbrio e tantas outras. No entanto, o maior aprendizado é mesmo o de amor.
Quando nos voltamos para o lado positivo de um encontro de amor vemos que pouco ou nenhum espaço resta para os sentimentos negativos. Ainda que a história de amor não termine como terminam os contos de fadas, amamos a pessoa certa, na hora certa e só precisamos de agradecer a Deus pela oportunidade daquele encontro e por todos os bens que ele nos permitiu agregar ao tesouro das nossas experiências de vida. Assim, o amor deixa de ser uma batalha de egos, para se expressar no seu verdadeiro significado: o maior e mais perfeito sentimento que o ser humano experimenta e vivencia.
Arapiraca (AL) – Brasil
Lêda Yara Motta Mello
Terapeuta e Orientadora Educacional
ledayara@terapeutaholistica.com.br
http://ledayara.terapiaholistica.net/
Postado em 11 de fevereiro de 2008 poe Tania Lemke
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COMENTANDO A ANSIEDADE
Lêda Mello
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Na última década, diversos estudos epidemiológicos ocuparam-se na pesquisa da prevalência, dos fatores de risco e da extensão do impacto causado pelos transtornos de humor. Os mais recentes estudos apontam para um elevado grau de incidência dos transtornos de humor, somente ultrapassado pela incidência de doenças cardíacas.
A ansiedade, por estar presente em praticamente todos os quadros de transtornos de humor, é, atualmente, motivo de atenção dos profissionais da área de saúde, tendo em vista tanto as conseqüências no “physis” (soma), como a qualidade de vida das pessoas.
Há quem confunda a ansiedade com o medo. Ansiedade e medo são coisas distintas. O medo é uma reação a um perigo iminente, evidente e real, enquanto que o estado de ansiedade está relacionado com o futuro, portanto, com algo incerto e ideal. Como será? Quando será? Será ou não? Como reagirei? O que acontecerá? Não há bola de cristal para responder. A mente passa, então, a elaborar situações, possibilidades, resultados, na tentativa de “escapar do perigo” e se sentir confortável. E quanto mais ansioso se fica, maior a sensação de perigo. Intala-se, então, um ciclo vicioso que, se prolongado, acaba se tornando um estado patológico, desaguando em somatizações1 , como taquicardia, sudorese, tensão muscular, perturbações do sono, frio na barriga, aumento das secreções, dor de cabeça e outras manifestações somáticas. Quando a ansiedade atinge um estado intenso e agudo é chamada de Síndrome do Pânico, além do que pode causar outros transtornos emocionais graves
Embora ainda exista alguma resistência por parte de alguns profissionais, a terapia mente-corpo vem sendo reconhecida e utilizada no mundo inteiro. É o retorno à unidade, depois de tanta diversificação.
O que fazer, então, com a ansiedade? Na crise, é necessária a medicação específica. Depois da crise é necessário não só a terapia cognitiva-comportamental como o auxílio dos diversos métodos holísticos disponíveis, para controle futuro da crise.
Em primeiro lugar, é essencial compreender a ansiedade. Compreender que ela está instalada no tempo futuro e, portanto, num tempo sobre o qual não se pode fazer previsões. Viver o hoje, o aqui e agora, um dia de cada vez. Compreender que é no aqui e agora que o futuro está sendo criado e que é no presente que a vida acontece. Quando deixamos de viver o momento presente e nos instalamos no futuro, estamos perdendo um tempo que significa vida. Compreender que por mais que nos esforcemos para adivinhar o futuro, jamais saberemos o que acontecerá, principalmente quando esse futuro está relacionado a outras pessoas. Elas têm a sua própria liberdade. Liberdade de escolha, de comportamento, de atitudes. São livres para serem e agirem como quiserem e isto está fora do alcance de qualquer previsão. Compreender que um dos requisitos para uma vida tranqüila é soltar-se, relaxar, deixar a vida acontecer com naturalidade. É preciso, também, redecidir sobre aspectos aprendidos ou decididos anteriormente. Aquela frase “Viva e deixe viver” é um bom começo para prevenir os estados ansiosos.
Além da reestruturação comportamental, o uso de técnicas naturais acrescenta ao conjunto uma contribuição importante. A Autoscopia2 tem sido utilizada com excelentes resultados. Outra técnica importante é a respiratória. Ensinar o paciente a controlar a sua respiração, a respirar profundamente, pelo diafrágma, é de extrema importância para que ele possa aprender a controlar a crise. Costumo chamar de técnica do suspiro profundo repetido.
O sistema respiratório está interligado ao sistema cardíaco. Quando aprendemos a controlar o respiratório, que é voluntário, controlamos também o cardíaco que é involuntário.
Reiki, Yoga, relaxamento, meditação, Florais, são outros grandes auxiliares na prevenção e na terapia da ansiedade. O relaxamento é fundamental e é uma técnica que, aprendida, pode ser praticada em qualquer lugar e situação. Existem livros e CDs disponíveis no mercado, ensinando esta técnica.
Se você é uma pessoa ansiosa, experimente as técnicas acima descritas. Elas têm proporcionado resultados excelentes na prevenção e cura da ansiedade. É bom lembrar que a ansiedade tem algo a ver com a pressa e, como diz o ditado popular, “o apressado como cru.” Você tem todo o tempo do mundo no seu aqui e agora. Viva-o.
Notas:
1. Somático: relativo ou pertencente ao corpo.
2. Autoscopia: visualização interior do nosso corpo em estado ampliado de consciência.
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Lêda Yara Motta Mello
Terapeuta e Orientadora Educacional
Arapiraca – AL
http://ledayara.terapiaholistica.net/
Postado em 29 de janeiro de 2008 por Tania Lemke